* Padrão da Raça
* Materias cedidas por Pedro Ribeiro Dantas
1 - Pequeno Comentário sobre o Dogue Brasileiro
2 - Por Que Dogue Brasileiro?
Padrão da Raça
Classificação CBKC: Grupo 11
Raça reconhecida exclusivamente pela CBKC
Padrão CBKC NR 4
País de Origem: Brasil
Nome no País de Origem: Dogue Brasileiro
Utilização: Guarda
Prova de Trabalho: Para o campeonato, é exigida Prova de Apreciação de Caráter
Aspecto Geral: Cão de aspecto sólido maciço e não esgalgado, sem parecer, no entanto, atarracado ou desproporcionalmente pesado. Deve dar impressão de agilidade e força, com músculos muito fortes longos e marcados, dando a impressão de grande potência e impulsão. Ossos fortes.
Temperamento e Comportamento: Cão ativo, atento e observador, de expressão séria para estranhos e meiga para com o dono. Equilibrado, apto à disciplina, porém destemido quando provocado ou sob comando. Não deve dar demonstrações gratuitas de agressividade, principalmente quanto a outros cães.
Proporções Importantes: O comprimento do tronco deve ultrapassar à altura na cernelha em aproximadamente sete por cento. A profundidade do peito deve ser aproximadamente 50% da altura na cernelha. O comprimento da cabeça deve ser proporcional ao tamanho do cão.
Cabeça: De comprimento médio. Relativamente profunda na região craniana. Arco zigomático de largo para médio. A largura do arco zigomático deve se sobressair em relação a do focinho, não devendo, no entanto, tal proporção ser exagerada. Linha superior do crânio, vista de frente ou de perfil, ligeiramente convexa. O sulco mediano deve ser visível e a pele da testa ligeiramente franzida, dando ao cão uma expressão séria quando atento. A distância do occipital ao stop em relação a do occipital à ponta do focinho deve ser de 50%. Masséteres relativamente bem pronunciados.
Região Craniana: Crânio: relativamente largo;
Stop: leve, visto de perfil ou de frente.
Região Facial: Focinho: de comprimento médio, reto, mandíbulas bem definidas e muito fortes, com poderosa potência de mordida;
Trufa: preta, bem desenvolvida, com narinas abertas;
Dentes: fortes, bem alinhados, com fechamento frontal em tesoura ou torquês;
Lábios: ajustados e curtos, com comissura labial relativamente ampla;
Olhos: amendoados, do mel ao castanho escuro. Separados. Moderadamente pequenos. Pálpebras ajustadas não devendo mostrar a conjuntiva;
Orelhas: de inserção ligeiramente acima da linha dos olhos. Cortadas, opcionalmente, semi-curtas, em triângulos isósceles. Caso íntegras, deverão ser semi-caídas com caimento fronto lateral.
Pescoço: De comprimento médio. Forte, ligeiramente arqueado, engrossando do crânio aos ombros. Levantado, de porte relativamente alto. Desprovido de barbelas.
Tronco: Linha Superior: alta na cernelha e descendente para a garupa;
Cernelha: alta. Região da cernelha: muito musculosa;
Tórax: alto e forte; .
Dorso: relativamente curto;
Peito: profundo, mas não em excesso (aproximadamente 50% da altura na cenelha);
Costelas: profundas e razoalvelmente bem arqueadas;
Antepeito: largo, visto de frente, sem dar a impressão, no entanto, de atarracamento;
Lombo: levemente arqueado;
Ventre: linha inferior levemente esgalgada;
Garupa: levemente arredondada.
Cauda: Grossa; de inserção média; devendo ser portada acima da linha do dorso, quando o cão se movimenta; com postura muito levemente côncava. Opcionalmente operada, permanecendo o tamanho, neste caso, em, aproximadamente, vinte por cento da cabeça do cão. Se íntegra, vinte por cento mais longa.
Membros Anteriores:
Retos, com ossos retos e arredondados.
Ombros: fortes e musculosos;
Braços: fortes e musculosos;
Carpos: fortes com dedos fortes e arqueados.
Membros Posteriores: Muito musculosos, fortes, com boa angulação. Coxas: muito musculosas. Jarretes: curtos e corretamente direcionados para frente.
Pés: De gato.
Movimentação: Deve ser fluente, com força e agilidade. As patas devem se mover paralelamente com boa flexão nas patas e joelhos.
Pele: Grossa, relativamente solta, mas sem qualquer resquício de barbelas.
Pelagem: Curta, densa, luzidia e áspera.
Cor: Qualquer cor, variação ou combinação de cores são aceitas sem qualquer restrição.
Talhe: Altura: machos, de 54 a 59 cm (preferencialmente 57cm); fêmeas, de 50 a 57 cm (preferêncialmente 55 cm).
Peso: Machos, de 29 a 42 kg, (preferencialmente, 38 kg); fêmeas: de 23 a 37 kg (preferencialmente, 31 kg).
OBS: Alturas e peso devem ser respectivamente proporcionais.
APRECIAÇÃO DE CARÁTER PARA OS CÃES DOGUES BRASILEIROS
(Para tornar apto o cão ao título de campeão)
I - Para que se obtenha o Título de Campeão torna-se necessário que o cão passe pela apreciação de caráter, onde se averiguará:
lº - Possuir o animal condições temperamentais de caráter para que possa ser conduzido normalmente em qualquer meio, alheio a seu território, sem jamais, na ausência de ameaça, representar qualquer perigo a pessoas, não revelando desequilíbrio que demonstre agressividade gratuita;
2º - Possuir o animal condições temperamentais de caráter para que possa defender seu condutor, quando exigido.
A apreciação do caráter deverá ser simples e objetiva com o fito de avaliar as características temperamentais. Sua maior razão será conservar o temperamento firme e confiável da raça, preservando de forma constante, rotineira e compulsória seu equilíbrio de seu sistema nervoso. Quando se testa o temperamento de um cão, se testa sua efetiva capacidade de exercer sua função de defesa e, também, seu equilíbrio emocional. Os ataques indesejáveis que ocorrem com cães nos últimos tempos se devem quase que exclusivamente a total, ou quase total, ausência de comprovação do controle emocional em muitas raças. Isto cria uma situação em que os cães, no sentido psicológico, procriam aleatoriamente, não havendo, neste sentido, nenhum controle de seu temperamento tanto do ponto de vista de eficiência funcional como de se evitar que se tornem excessivamente agressivos. Só uma situação simulada de defesa poderá expor, para a entidade controladora, o real temperamento dos cães em todos os sentidos. O dogue brasileiro em vinte e um anos de criação, apesar de eficiente como guarda não pode se lamentar de um sequer ataque indesejável a pessoas o que comprova que equilíbrio e coragem normalmente caminham juntos e que as provas de temperamento a que as raças tem se submetido em todos esses anos provavelmente tenham contribuído para um selecionamento racional de seu plantel, bem como ensinar aos cães a distinguir situações de perigo das do cotidiano.
1º - O condutor conduzirá o cão com guia e este deverá permitir a aproximação de pessoas estranhas dentro do raio de ação da guia sem procurar atacá-las, ficando, em relação a elas, indiferente ou amistoso. O condutor poderá recusar a aproximação de pessoas que já tenham servido como figurantes, ou que tomem atitudes hostis.
2 º - Um figurante munido de manga adequada, ou proteção mais ampla de mesma natureza, provocará o cão que deverá reagir sem qualquer recuo, mordendo firmemente a manga. O figurante soltará a manga de três a seis segundos após o cão a haver abocanhado. O cão dentro de, no máximo, quatro segundos deverá soltar a manga e investir sobre o figurante, sendo seguro pelo condutor. O animal que não morder a manga, mas tentar efetiva e firmemente pegar diretamente o figurante será também considerado apto.
Os cães deverão apresentar perfeitas condições de saúde e higiene.
O cão se tornará apto psicologicamente, ou não, independentemente de sua classificação relativa aos demais. Somente obterá o título de Campeão o cão aprovado na prova acima e nas demais competições de estrutura comuns a todas as raças. Será considerado apto o cão que for aprovado por dois árbitros diferentes em duas ocasiões diferentes, distando uma da outra, no mínimo 30 dias.
Dada as características da apreciação de caráter do Dogue Brasileiro, onde o cão preferencialmente não investirá contra a manga, e, dada a impossibilidade de que se permita seu avanço contínuo, não haverá a obrigatoriedade do uso do enforcador de elos, podendo ser este substituído por uma coleira de couro, ou náilon. São proibidos, no entanto, os enforcadores de grampos. Isto vale tanto para apreciação de aptidão para Campeão, como para de Grande Campeão.
APRECIAÇÃO DE CARÁTER PARA APTIDÃO AO TÍTULO DE GRANDE CAMPEÃO NA RAÇA DOGUE BRASILEIRO
1 º - O condutor caminhará com o cão a seu lado, com uma guia, de no máximo 2,5 metros, e o cão deverá caminhar normalmente a seu lado sem exercer qualquer tensão na guia, por 40 segundos.
2 º - O condutor, ato contínuo, caminhará com mais velocidade, obrigando que o animal trote, e mudará várias vezes de trajeto, por mais quarenta segundos.
3 º - O condutor, verbalmente ou por mímica, comandará para que o cão permaneça imóvel, sentado e/ou deitado, e se afastará até, no mínimo, 10 metros, mantendo-se nesta posição por um minuto sem que o animal se desloque. Durante esse tempo, pessoas estranhas deverão, à distância chamar o cão que deverá manter a posição. Após decorrido o tempo de um minuto, sob autorização, o condutor chamará o cão que deverá vir a seu encontro.
4 º - Um figurante dará tiros de festim e o cão deverá tomar iniciativa de defesa, ou simplesmente ficará indiferente, sem demonstrar medo.
5 º - Um figurante escondido deverá atacar o cão de surpresa e este deverá, de imediato reagir, sem recuar mais de um metro. O cão poderá agir de três modos: não morder a manga, tentando atingir com decisão o figurante, ou morder a manga e mantê-la presa por, no mínimo, 10 segundos, soltando-a, sob comando do condutor. Se o cão soltar a manga antes de decorrido 10 segundos, mas demonstrar nítida intenção de atacar o figurante, será satisfatório. Sob comando do condutor o cão deverá suspender, no máximo em dez segundos, o ataque. O condutor só deverá comandar a suspensão do ataque com a paralisação das hostilidades por parte do figurante
6 º - O condutor deverá caminhar com o cão de seu lado com uma guia de seis metros solta, sem que o cão dele se afaste. Em seguida, deverá ordenar que o cão permaneça no local determinado e dele se afastar no limite da guia. Após 5 segundos o figurante entrará sem esboçar qualquer provocação e o cão deverá observa-lo com atenção sem se deslocar. O figurante se aproximará do cão até o limite de segurança da guia, ficando imóvel, de frente para o cão. Passados 20 segundos, com o animal sem se deslocar, o condutor deverá ordenar que o cão o defenda, sem que o figurante se mova, e o cão deverá obedecer. O restante da avaliação deste item seguirá os tempos e condutas do item anterior.
7 º - Decorridos um minuto, o árbitro deverá se aproximar do cão de maneira amistosa e este não deverá demonstrar nenhuma agressividade, demonstrando seu total equilíbrio e auto-confiança. Não serão aprovados cães de demonstrarem agressividade a outros cães, desde que não provocados. Os animais aprovados neste teste terão muito melhor chance de gerarem descendentes de bom caráter e com muito menor probabilidade de se envolverem em acidentes lamentáveis, e que mantenham a coragem e docilidade da raça. O cão se tornará apto, ou não, independentemente de sua classificação relativa aos demais. Somente obterá o Título de Grande Campeão o cão aprovado na prova acima e nas demais competições de estrutura comuns a todas as raças. Só será considerado apto o canino que for aprovado por dois árbitros diferentes em momentos diferentes, distando um do outro no mínimo sessenta dias.
