Doenças

Neste tópico abordamos algumas doenças. A maioria delas pode ser prevenida, aplicando as vacinas, conforme a idade do cão.

CINOMOSE
Doença virótica, provoca lesões nos pulmões, no intestino e no cérebro. Na fase inicial, os sintomas podem ser difíceis de diferenciar dos de outras doenças. Num segundo momento, há elevação de temperatura, perda de apetite e evidências de depressão. Numa fase mais aguda, o animal apresenta secreção nos olhos e nariz, diarréia grave, pneumonia ou ataques convulsivos. A cura é muito difícil. Se o cão se salvar, as seqüelas podem permanecer indefinidamente. A prevenção é feita com vacinas.

HEPATITE
É uma infecção que afeta o tecido hepático. No estágio inicial, os sintomas são quase idênticos aos da cinomose, incluindo alterações bruscas de comportamento, comprometimento do apetite e depressão. Também pode haver uma secreção nos olhos e nariz, dor ao pressionar o abdômen e vômito. A hepatite é evitada com vacinação.

LEISHMANIOSE
A Leishmaniose é uma doença que ataca o cão e também o homem. No homem existe tratamento específico, o que não acontece com o cão, sendo obrigatório seu sacrifício. Esta doença é transmitida pelo mosquito "palha", que pica o animal geralmente ao entardecer. Os cuidados que devemos ter nos locais altamente infestados são:

telar o canil , com tela de nylon tipo mosquiteiro
pulverizar o canil quinzenalmente com inseticida que contém piretróide
pulverizar o cão com Frontline a cada trinta dias
soltar o cão para exercícios somente durante o dia
plantar Citronela em volta de todo o canil

Já estamos encontrando em Clínicas veterinárias especializadas, a vacina de prevenção.

LEPTOSPIROSE
É uma doença infecciosa contraída no contato com a urina do rato ou outro cão infectado. No início, os principais sintomas são a súbita elevação de temperatura, fraqueza, recusa em comer e vômitos. Se a infecção vier de ratos, geralmente aparecem sinais reconhecíveis de icterícia. A leptospirose pode ser curada por meio de antibióticos. A prevenção é feita com vacinação.

PARVOVIROSE
Doença infecto-contagiosa cujos principais sintomas são vômitos, diarréia sanguinolenta, apatia e prostração. A propagação é rápida e pode ser transmitida por outros cães ou pelo próprio homem, por meio de roupas, calçados, etc. Há vacinação específica.

RAIVA
Doença contagiosa, virótica e inoculável, que ataca o sistema nervoso central. O cão se torna triste, come ou morde tudo o que está a seu alcance e começa a uivar. A saliva aparece abundantemente. Numa etapa posterior, tem acessos de furor. Insensível à dor, tenta atacar todos aqueles que estiverem á sua frente. Na fase terminal, fica paralisado. A raiva não tem cura, mas previne-se com vacinação

TORÇÃO DE ESTÔMAGO
Estômago muito dilatado. É um problema muito grave e deve ser analisado o mais rápido possível pelo médico veterinário. Em geral, o atendimento veterinário deve ser feito quanto antes. A evolução da enfermidade é extremamente rápido, dolorida e fatal (morte em 3 horas após o início dos sintomas). Somente uma cirurgia pode tentar resolver o problema.
Sintomas Clínicos :
distenção abdominal com timpanismo (gazes);
ânsia de vômito não produtiva;
pulso fraco;
salivação intensa;
dificuldade respiratória
mucosas pálidas;
aumento da freqüência cardíaca;
inquietude.
Prevenção
Não dê alimentos em grandes quantidades;
Fracione as refeições;
Evite rações com pouca fibra;
Evite rações com alta fermentação (ricas em carboidratos; por exemplo, amido não degelatinado);
Não permita que o animal beba grandes quantidades de água de uma só vez, inclusive durante as refeições;
Evite exercícios violentos após as refeições (tais como pulos);
Peça a seu veterinário um programa de nutrição adequado e, aos primeiros sintomas, procure-o.

DISPLASIA Coxo-Femoral
"A Displasia Coxo-Femoral (DCF) é uma alteração de natureza genética e multifatorial, onde vários gens estão envolvidos no processo, determinando modificações degenerativas das articulações coxo femoraes. Quanto maior o número de ascendentes displásicos, maior a chance dos filhotes desenvolverem esta patologia.
Outros fatores são também importantes como a super alimentação, alterações hormonais e biomecânicas e tantas outras que não nos compete detalhar agora.
Esta doença já foi diagnosticada em inúmeras raças caninas, porém ocorre com maior frequência nas de médio e grande portes, notadamente no pastor alemão, rottweiler e fila brasileiro, dentre outras.
Animais com Displasia Coxo-Femoral apresentam vários sintomas clínicos, podendo uns se destacarem mais que os outros ou mesmo variarem de intensidade. Pode-se observar desde uma claudicação intermitente discreta até uma total incapacidade locomotora. Existem animais que podem passar boa parte de suas vidas totalmente sem sintomas.
Para uma melhor interpretação da Displasia Coxo-Femoral foi estabelecida uma classificação em graus, sendo esta a seguinte:

Normal HD -
Suspeito HD + -
Displasia leve HD +
Displasia média HD + +
Displasia grave HD + + +

Este sistema foi elaborado pela FCI (Federeação Cinológica Internacional), método adotado hoje no Brasil. É importante ressaltar que esta classificação é Baseada em achados radiológicos, onde a radiografia é feita a partir dos 12 meses de idade, sendo o ideal aos 18 meses.
Animais para cruzamentos devem ser normais ou, no máximo, um deles apresentar displasia leve. Esta seleção é de fundamental importância no sentido de se impedir a transmissão desta característica aos descendentes.
Cabe aos futuros criadores adquirirem cães, filhos de pais normais, ficando portanto, aos criadores já experientes, o maior interesse em controlar a Displasia Coxo-femoral, já que ela é fator limitante no desempenho diário do cão, principalmente o Fila Brasileiro, utilizado para guarda nos grandes centros urbanos e mesmo em fazendas em todo o Brasil".

Prof. Renato Cesar Sacchetto Tôrres
Professor de Radiodiagnóstico
Escola de Veterinária - UFMG 

Fonte: http://www.unifila.org.br/consultorio.asp

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